para encontrar o verdadeiro significado de uma obra de arte, devemos procurar no mundo interior em que estas foram concebidas

22.11.12

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Toda creación es epifánica, y toda creación nos libera, pues la creación se basa en liberar el propio sufrimiento al que el ser es condenado, en el que el ser ha sido arrojado y en el que se halla inmerso. Solo el ser humano completo, o que se halla en la búsqueda de su ser, vivencia cuán insoportable es el hombre para sí y es por esto que necesita de la creación, de un anhelo, para amar y sentirse amado.

(...)

Es en el dualismo de lo que estamos hechos, del bien y el mal, del ánima y el ánimus, del ying y el yang, de donde toda creación nace. El artista y el místico no solo completan lo creado, sino que se completan a sí mismos, son su propio Dios, son Hermes, el arquetipo del sí- mismo; son los héroes de su propia vida y de la creación humana en sí misma.

Solo siendo conscientes y comprendiendo esto, podemos ver el cine, así como el arte, como una oportunidad para evolucionar, para ser, permitirse ser uno mismo; para conocerse y poder concebir todo el misterio que nos rodea y que alojamos en nosotros.

ensaio de Francisca Pageo

Mumblecore

22.11.12

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a silly name for a movement that never existed - ironically given to a loose collection of films by 20-something hipsters in which very little happens, sex is realistic, strange and funny, isolated individuals negotiate their urban environment embarrassingly badly, and the part-improvised dialogue is often mumbled.

by Charlie Phillips

Que génios esconderam o rio com prédios e o céu com cabos?

21.11.12

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Tantos quilómetros de cabos servem para nos unir ou para nos manter afastados cada um no seu lugar?

in Medianeras by Gustavo Taretto

um prémio Nobel pra ti

19.11.12

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Ainda Pode Descer by Foge Foge Bandido

uma cimeira pra ver
tomar um chá e esquecer
não é teu filho que está
na boca desse canhão
um prémio Nobel pra ti
promove a paz e sorri
vem amanhã ao meu show
e eu vou mostrar-te quem sou

ainda pode descer mais
os homens querem ver
se os homens querem pode descer

deus não me quer responder
mãe ajuda-me a ver o sentido da luta
nós fizemos tudo por tudo
contratámos os melhores filhos da puta

isso existe

isso existe mas nunca acontece
e do que só parece o coração desiste

isso existe

ainda pode descer mais
os homens querem ver
se os homens querem
pode descer mais

estive há dez minutos atrás da varanda
do meu quinto andar,
a observar a cúpula invisível entre o
céu e o enorme lego de betão
e a sentir-me um inquilino passageiro
desta pensão de uma estrela
perdida na imensa cidade negra a que
damos o nome de universo.
curiosamente parece que é o único
sítio que temos para passar a longa
noite que nos espera.
e é aí que eu saio para apanhar a frequência.
como que a comer um ponto e a cagar um verso
no meu prisma, a encaixar,
provavelmente no de outros feito um
filósofo de merda.
mas a vida é isso mesmo, um monte de
gente a fazer de conta que se entende
e ninguém sabe dizer o que viveu.
e por isso nos pedem que caminhemos
alegres para o precipício, sem questionar,
porque estaremos sempre longe.
mas longe rapidamente fica perto
e perto rapidamente passa por nós.
eu não quero mandar-te para baixo,
mas eu sei que me entendes,
tu também tens medo de morrer,
toda a gente tem. só que normalmente
evocamos nomes de problemas
para nos convencermos que estamos
ocupados a resolver uma situação importante
quando não tem importância nenhuma.
entretanto o tapete rola
e nós irrita-mo-nos com a inevitabilidade,
e nos nossos sonhos dizemos:
torna-me imortal! torna-me imortal!
eu não vou aguentar deixar de existir!
e é aí que eu entro para sair da frequência,
seduzir-te com os meus sonhos,
tu não vês como empreendo? e como eu
mais um milhão de sonhadores leva com
ele muitos braços de outros,
acéfalos, na lotaria dos ideais,
descrentes, beijando o número do bilhete.
mas quero dizer-te que a viagem é tua,
e eu não quero empurrar-te à força para a rua.
se eu falhar eu vou passar de deus a carrasco,
embalsamado e metido dentro de um frasco,
para te lembrares da mentira,
mas a verdade é que ganhamos sempre.

E com coisas que valem a pena, não nos detemos nós

16.11.12

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deixamo-las, pela mesma razão, ou por experiência, sabendo que essas histórias de valores não são para vocês, que já não sabem muito bem o que fazem, nem por que fazem, e que devem continuar a ignorá-lo, sob pena de, pergunto-me de quê, sim, pergunto-me de quê.
from Molloy by Samuel Beckett

deep down into the dark rooms of our souls

16.11.12

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Ingmar Bergman
Film as dream, film as music. No art passes our conscience in the way film does, and goes directly to our feelings, deep down into the dark rooms of our souls.
by Ingmar Bergman (via fuckeyeahdirectors)