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25.1.18

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Studies show that most emotions last no longer than 90 seconds unless we attach stories to them. You have a feeling of being lonely—and this will pass through you quickly unless you make up a story about how you’re lonely because you’re unlovable and worthless and nobody will ever love you and you’re going to be alone forever. When you attach to the story, you suffer needlessly and the suffering can linger for years. But you don’t have to choose to suffer this way. Your soul can find peace, comfort, and stillness even in the most difficult times if you’re able to view your negative emotions from this witness position.


Lissa Rankin

the hope that truth may be of use

25.1.17

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To fight unhappiness one must first expose it, which means that one must dispel the mystifications behind which it is hidden so that people do not have to think about it. It is because I reject lies and running away that I am accused of pessimism; but this rejection implies hope — the hope that truth may be of use. And this is a more optimistic attitude than the choice of indifference, ignorance or sham.

by Simone de Beauvoir (via)

o ressentimento e a mágoa

8.5.15

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Quando uma pessoa está ressentida, isso significa que se sente indignada, magoada ou ofendida. Ofendemo-nos com a ganância das outras pessoas, com a sua desonestidade, com a sua falta de integridade, com o que estão a fazer, com o que fizeram no passado, com o que disseram, com o que não conseguiram fazer, com o que deviam ou não deviam ter feito. O ego adora tudo isto. Em vez de perdoarmos a inconsciência dos outros, transformamo-la na sua identidade. Quem é que age desta maneira? A nossa inconsciência, o ego. Por vezes, a «falta» que detectamos noutra pessoa nem sequer existe. É um erro crasso de interpretação, uma projecção de uma mente condicionada para ver inimigos e para ter razão ou sentir-se superior. Outras vezes, a falta pode existir; porém, ao concentrarmos nela toda a nossa atenção, excluindo por vezes tudo o resto, amplificamo-la.


(...)

Uma mágoa é uma emoção fortemente negativa, relacionada com um acontecimento que decorreu num passado por vezes distante, e que se mantém viva através do pensamento compulsivo, recontando a história em pensamento ou em voz alta de que «o que aquela pessoa me fez» ou «o que aquela pessoa nos fez». Uma mágoa contagia igualmente outras áreas da nossa vida. Por exemplo, enquanto estamos a pensar e a sentir a nossa mágoa, a sua energia emocional negativa pode distorcer a nossa percepção de um acontecimento que está a ocorrer no presente, ou influenciar o modo como falamos ou nos comportamos em relação a alguém no presente. Uma forte mágoa é o suficiente para contaminar uma grande parte da nossa vida e para nos mantermos dominados pelo ego.



Um Novo Mundo, Eckhart Tolle

Creativity and Mental Illness

22.7.14

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Many personality characteristics of creative people … make them more vulnerable, including openness to new experiences, a tolerance for ambiguity, and an approach to life and the world that is relatively free of preconceptions. This flexibility permits them to perceive things in a fresh and novel way, which is an important basis for creativity. But it also means that their inner world is complex, ambiguous, and filled with shades of gray rather than black and white. It is a world filled with many questions and few easy answers. While less creative people can quickly respond to situations based on what they have been told by people in authority — parents, teachers, pastors, rabbis, or priests — the creative person lives in a more fluid and nebulous world. He or she may have to confront criticism or rejection for being too questioning, or too unconventional. Such traits can lead to feelings of depression or social alienation. A highly original person may seem odd or strange to others. Too much openness means living on the edge. Sometimes the person may drop over the edge… into depression, mania, or perhaps schizophrenia.


The Creating Brain, Nancy Andreasen
via brainpickings

em busca do sentido

8.10.13

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O sofrimento de alguma forma deixa de ser sofrimento no momento em que encontra um significado, tal como o significado do sacrifício.
(...)
A preocupação principal do homem não é obter prazer ou evitar a dor, mas sim ver um significado na sua vida. É por isso que o homem está mesmo pronto a sofrer, sob a condição garantida, de que o seu sofrimento tem significado.


Em Busca do Sentido, Viktor Frankl

noodinâmica

30.8.12

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A busca por sentido certamente pode causar tensão interior em vez de equilíbrio interior. Entretanto, justamente esta tensão é um pré-requisito insdispensável para a saúde mental. Ouso dizer que nada no mundo contribui tão efectivamente para a sobrevivência, mesmo nas piores condições, como saber que a nossa vida tem um sentido. Há muita sabedoria nas palavras de Nietzsche: "Quem tem por que viver suporta quase qualquer como." Nestas palavras vejo um lema válido para qualquer psicoterapia. Nos campos de concentração nazistas, poder-se-ia ter testemunhado que aqueles que sabiam que havia uma tarefa à sua espera tinham mais probabilidades de sobreviver. Outros autores de livros sobre campos de concentração chegaram à mesma conclusão, assim como investigações psiquiátricas sobre acampamentos com prisioneiros de guerra no Japão, Coréia do Norte e Vietnam do Norte.

Quanto a mim, quando fui levado para o campo de concentração em Auschwitz, um manuscrito meu, pronto para publicação, foi confiscado. Não há dúvida de que o meu profundo desejo de reescrevê-lo me ajudou a sobreviver os rigores dos campos de concentração em que estive. Assim, por exemplo, quando fui atacado pela febre do tifo, rabisquei muitos apontamentos em pedacinhos de papel para depois conseguir reescrever o manuscrito, caso vivesse até o dia da libertação. Tenho certeza de que essa reconstrução de meu manuscrito perdido, levada a cabo na penumbra dos barracões de um campo de concentração na Baviera, ajudou-me a superar o perigo de um colapso cardiovascular.

Pode-se ver, assim, que a saúde mental está baseada num certo grau de tensão, tensão entre aquilo que já se alcançou e aquilo que ainda se deveria alcançar, ou o hiato entre o que se é e o que se deveria vir a ser. Essa tensão é inerente ao ser humano e, por isso, indispensável ao bem-estar mental. Não deveríamos, então, hesitar em desafiar a pessoa com um sentido em potencial a ser por ela realizado. Somente assim despertaremos do estado latente a sua vontade de sentido. Considero perigosa a errônea noção de higiene mental que pressupõe que a pessoa necessita em primeiro lugar de equilíbrio, ou, como se diz na biologia, de "homeostase", ou seja, de um estado livre de tensão. O que o ser humano realmente precisa não é um estado livre de tensões, mas antes a busca e a luta por um objetivo que valha a pena, uma tarefa escolhida livremente. O que ele necessita não é a descarga de tensão a qualquer custo, mas antes o desafio de um sentido em potencial à espera do seu cumprimento. O ser humano precisa não de homeostase, mas daquilo que chamo de "noodinâmica", isto é, da dinâmica existencial num campo polarizado de tensão, onde um pólo está representado pelo sentido a ser realizado e o outro pólo, pela pessoa aque deverá realizá-lo. E ninguém pense que isto é válido somente para situações normais; isto vale ainda mais para indivíduos neuróticos. Quando os arquitectos querem reforçar uma arcada que ameaça desabar, eles aumentam a carga por ela sustentada, pois com isso os componentes são ligados mais firmemente. Da mesma forma, quando os terapeutas desejam incrementar a saúde mental dos seus pacientes, não deveriam ter receios de criar uma sadia quantidade de tensão através da reorientação para o sentido da vida".

Em Busca do Sentido, Viktor Frankl